WEB – REDES SOCIAIS & TURISMO

“Não tem regra para a criatividade”. Esse foi o lema usado pela Account Manager do Facebook, Renata Mendes Cerqueira, durante a palestra ministrada na 46ª ABAV Expo Internacional de Turismo e 50º Encontro Comercial Braztoa. “Somos um país com 127 milhões de pessoas ativas por mês no Facebook. Precisamos usar isso a nosso favor”. Para fazer o usuário se tornar um comprador, Renata deu algumas dicas. “Estamos na era dos vídeos. Por que não utilizá-los?”. Segundo ela, vídeos captam a atenção e são muito mais atrativos. Apenas uma foto não cumpre mais esse papel.

 Tem empreendimentos hoteleiros, destinos, roteiros, agências, enfim, empreendimentos do trade de turismo que ainda não acordaram para essa realidade. Sequer participam de feiras de turismo ou tem um profissional especialista em divulgar sua marca. Reclamar não adianta. Um jornalista especialista em turismo aliado as redes sociais são fundamentais. As pessoas são inspiradas por ações, pesquisam e até eventualmente compram suas viagens por meio dessas informações. Além disso, já são 98% das pessoas que preferem fazer essa jornada por meio de um smartphone. Afinal, é mais rápido e prático.

O áudio também não pode ser essencial, e sim mais um atrativo, afinal, nem todo mundo tem acesso ao som em todos os momentos. E, por final, a dica mais valiosa: sejam criativos e brinquem. Não tenham medo de ser descontraídos e irreverentes. Isso ajuda a construir uma marca que os usuários se identifiquem, tornando-se mais propensos a concluir sua jornada online: comprar e fechar a viagem.

 

 Já Carlos Julio, CEO da Digital House destacou que “A tecnologia é o drive do nosso relógio do tempo”, destacou Carlos Julio, CEO da Digital House. O Brasil ocupa a terceira posição no ranking dos países onde as pessoas passam mais tempo online: são cerca de 9 horas e 14 minutos por dia na Internet. Um país onde há 210 milhões de habitantes e 237 milhões de smartphones. Nesse contexto do tempo curto para tantas coisas, Carlos Julio destaca o papel que os pós-millennials ocupam na sociedade. “É geração de usuários digitais, em que, para tudo funcionar melhor, deve acontecer a conexão milennials e seniors. Juntos, eles são explosivos, integram uma geração que se preocupa com o fim do mundo, mas não se preocupa com o fim do mês”, ressaltou.

 

 Fazendo um túnel do tempo, ele percorreu a histórias das revoluções industriais até os dias atuais com a chegada da nova geração, passando pela primeira Revolução Industrial com a força do vapor, depois pela segunda com o aparecimento da eletricidade, na sequência a terceira com o aparecimento da Internet e, agora, pela 4ª Revolução Industrial, com a convergência e exponencialidade. Segundo Carlos Julio, a geração dos chamados pós-millennials consegue resolver problemas antigos com soluções novas, mas, por outro lado, eles não sabem, por exemplo, comprar, vender, demitir ou contratar, porque falta repertório, ressalta.

Matéria e fotos: http://turismoonline.net.br