LAGES NA REVOLUÇÃO FARROUPILHA

Foi apresentado neste artigo de Jornal como a cidade de Lages teve sua participação na Revolução Farroupilha.

 Em 1835, no Rio Grande do Sul se levantou em armas contra o Império, proclamando a República De Piratini. Em 9 de março de 1838 uma coluna sob o comando de Mariano Mattos invadiu Lages e foi bem recebida pela população. Mas a reação monarquista não se fez esperar através de um bloqueio econômico de sal e gado.
Como resposta, a 10 de março de 1839, a República foi proclamada em Lages por Antonio Inácio de Oliveira com o apoio do cel. Serafim Muniz de Moura. Assim, a República Lageana é anterior à República Juliana em Laguna!
 Uma das primeiras medidas dos republicanos foi dividir o município serrano em cinco distritos: Bugres, da Vila, da Ilha, Pelotinhas da Coxilha Rica e Curitibanos.
Mas em 15 de novembro de 1839 o ousado capitão monarquista Candido Alano retornou a Vila e iniciou uma repressão implacável. E no sul do Estado os imperiais já haviam esmagado os julianos, obrigando-os a subir a Serra.
À frente dos farrapos derrotados vinha Giuseppe Garibaldi, Anita e o capitão Teixeira Nunes. Além do intelectual italiano Rosseti.
Na região do Passo de Santa Vitória, no Rio Pelotas, em 14 de dezembro teve ligar o mais sangrento combate que Lages já conheceu.
Garibaldi e Teixeira Nunes cercaram a Divisão Imperial de Xavier da Cunha e a massacraram em combate corpo a corpo e a cavalo. Dias depois os farrapos voltaram a Lages, entre flores e festas. Mas os gaúchos cometeram o erro estratégico de não mandar reforços e em 12 de janeiro de 1840, no Arroio Forquilha, no Capão da Mortandade, os republicanos foram destroçados. Cinco oficiais e 66 soldados morreram.
Garibaldi, Teixeira Nunes, Anita e Rosseti empreenderam uma retirada tática, indo bater em, Vacaria, onde se juntaram os farrapos. E em 19 de abril de 1840, o general Labatut (“O Lava Tudo”), entrava em Lages com mais de mil homens e dava um banho de sangue.
Queimou bandeiras e quebrou lanças farrapas. Passou o “lenço colorado” (degola) nos resistentes. Mas Lages entrou para a história como a primeira República catarinense. E hoje suas azaléias são mais vermelhas pelo sangue derramado nos verdes campos das coxilhas…
Em 19/04/1840 o General Labatut (O Lavatudo), entrava em Lages com Anita, Joseph, Rosset e Teixeira Nunes, com mais de 1000 homens e deu um banho de sangue. Queimou bandeiras e quebrou lanças farrapas. Lages entrou para a história como a 1ª República Catarinense.

 

Escrito por  Paulo Derengoski

Fonte: Jornal Correio Lageano, Quarta-feira, 05 de março de 2003. p.2.