Lages é o segundo município catarinense contemplado com o Festival de Cinema Acessível

Malévola, Meu Malvado Favorito, Universidade Monstros e Frozen são alguns dos filmes projetados com audiodescrição, legendas explicativas e janelas de libras. 

 Existente desde 2015 e com o apoio da Lei Federal Rounet, que visa o incentivo à cultura, a ação do Festival de Cinema Acessível faz parte do projeto Banrisul denominado “Veja, Ouça e Sinta” e já envolveu inúmeras pessoas e cidades do Rio Grande do Sul. Organizado pela Universidade Corporativa do Banrisul, em parceria com a empresa Som da Luz, depois de Chapecó, na região Oeste de Santa Catarina, Lages foi o segundo município catarinense contemplado com o Festival de Cinema Acessível.

O evento aconteceu na tarde desta quinta-feira (19 de julho), no Centro Tecnológico da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), com o filme Malévola, voltado para o público de crianças e adolescentes dos oito Centros de Referência de Assistência Social (Cras’s) de Lages e também da comunidade em geral. Segundo o gerente da agência do Banrisul em Lages, Allisson Silveira, assim que o projeto começou a ser organizado, prontamente surgiram parcerias como as secretarias de Assistência Social e Habitação e da Educação de Lages, Fundação Cultural de Lages (FCL), Hospital Nossa Senhora dos Prazeres, Uniplac, Associação dos Deficientes Visuais do Planalto Serrano (Adevips), Associação Serrana dos Deficientes Físicos (Asdf), Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), entre outras.

De acordo a diretora de Proteção Social Básica da Secretaria de Assistência Social e Habitação de Lages, Taciani Eloísa Fontana, “mesmo não havendo grande quantidade de deficientes entre os usuários dos Cras’s, o convite para o firmamento da parceria foi aceito de imediato como possibilidade de estimular a convivência entre todos e também para trabalhar a temática a partir do que eles entenderam da experiência”.  

O instrutor de acessibilidade do Banrisul, Rafael Martins dos Santos, nota que essa temática precisa de abordagens estratégicas para mobilizar mais pessoas. Para ele, o cinema é uma possibilidade porque abrange a parte sensorial e a comunicação, por meio da audiodescrição, legendas explicativas e janelas de libras. “Essas ações servem para se pensar acessibilidade e inclusão para os colaboradores e clientes do próprio Banco. E também para observar como cada localidade reage, com o intuito de resultar em iniciativas referentes ao assunto por parte das associações, entidades, administração pública e privada de cada cidade”, comenta Rafael.

Para a educadora da Universidade Corporativa do Banrisul ,Marta Neves, a partir disso os processos de trabalho e prestação de produtos e serviços são repensados. “Após a exibição dos filmes são feitas rodas de conversa de acordo com as características de cada região. Por exemplo, questões de acessibilidade, inclusão, gênero, diversidade, imigração”, cita Marta.

Fotos: Daniel Costa